Checklist de entrada de aparelho: o documento que evita prejuízo
O checklist de entrada é o documento mais barato e mais rentável de uma assistência técnica. Ele leva dois minutos para ser preenchido e evita o tipo de discussão que custa uma tela inteira — ou um cliente.
A regra é simples: tudo que você não marcou na entrada, o cliente vai dizer que aconteceu na sua loja.
O checklist completo
Tela e vidro
- Trincado, quebrado ou lascado — marque onde
- Riscos visíveis com a tela apagada
- Manchas, pontos brancos ou pretos, linhas
- Touch respondendo em toda a área
- Película já aplicada (e se está danificada)
Estrutura
- Tampa traseira: trincada, amassada, solta
- Laterais e quinas: amassados de queda
- Parafusos faltando ou espanados
- Tampa descolando (sinal de bateria inchada)
Câmeras
- Lente trincada — traseira e frontal
- Foto sai embaçada, escura ou com mancha
- Flash acende
Áudio
- Alto-falante da campainha
- Auricular (a ligação normal)
- Microfone — grave 5 segundos e ouça
Botões e sensores
- Liga/desliga, volume, silencioso
- Biometria: digital ou reconhecimento facial
- Sensor de proximidade (tela apaga na ligação)
- Vibração
Conectividade e carga
- Conector de carga: carrega e segura o cabo
- Leitor de chip reconhece o cartão
- Wi-Fi e dados móveis conectam
- Bluetooth pareia
Sinais que mudam o orçamento
- Umidade: indicador da bandeja do chip vermelho, oxidação visível
- Abertura anterior: parafusos marcados, cola irregular, fita fora do padrão
- Peça paralela já instalada
Umidade e abertura anterior mudam tudo. Aparelho que já tomou água pode apresentar defeito novo dias depois do conserto, sem relação com o que você fez. Marque na entrada e avise o cliente antes de aceitar o serviço, não depois.
O que veio junto
- Capa, película, chip, cartão de memória
- Carregador ou cabo entregues para teste
Fotos: quantas e de quê
Quatro fotos resolvem quase todos os casos: frente com a tela ligada (mostra trincas e manchas), verso, as duas laterais em diagonal (pega amassados) e close de qualquer avaria específica. Tire com o aparelho sobre uma superfície neutra e com boa luz.
Foto ruim não prova nada. Foto com data e vinculada à OS prova quase tudo.
Faça na frente do cliente. Sempre.
Este é o ponto que separa o checklist que funciona do que não funciona. Preenchido com o cliente presente e de acordo, ele é um documento consensual. Preenchido depois que ele foi embora, é apenas a sua versão dos fatos.
Leva dois minutos. E é a diferença entre "esse risco já estava aqui, o senhor conferiu comigo" e uma tela nova saindo do seu bolso.
Papel ou digital?
Papel funciona, desde que a via do cliente saia assinada e a sua fique arquivada de um jeito que você ache depois. O problema do papel aparece seis meses depois, quando o cliente volta e você precisa achar aquela folha.
No digital, o checklist e as fotos ficam colados na OS, buscáveis pelo IMEI, e a via do cliente vai por WhatsApp na hora. É o mesmo documento — só que ainda existe quando você precisa dele.
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